Caí de moto e outras desgraças

Eu não morri. E falando nisso, literalmente acabei de assistir Deus Não Está Morto e achei bem bostão, não recomendo. Mas oi, de qualquer forma.

Seguinte, aconteceram algumas desgraças desde o último post (aparentemente tem um tempinho já, tô meio por fora), e essas desgraças foram desgraças realmente sérias, diga-se de passagem, mas aparentemente algumas pessoas acham elas engraçadas então vou tentar contar na ordem temporal certa o que aconteceu:


1º Desgraça: O backup que me fez perder o conteúdo de um cartão de memória ao invés de salvá-lo

Porra, no dia 13 do mês passado (sim, eu ando anotando as datas dos acontecimentos relevantes da minha vida) eu fui fazer um backup de todas as informações do cartão de memória do meu celular, porque nele tinha um monte de coisa importante e que eu não podia perder de jeito nenhum.

Eu perdi.

Pode parecer inacreditável, mas quando eu coloquei o cartão no computador pra fazer o backup, deu COCÔ e ele corrompeu todo o conteúdo. Tentei usar meus poderes de MAGO DA INFORMÁTICA mas não tinha mais jeito: perdi uma porrada de fotos, vídeos, e principalmente músicas.

Vez em quando eu tenho uma ideiazinha pra uma melodia ou pra uma letra, aí pego o celular e gravo pra não esquecer ou pra poder trabalhar em cima dela mais tarde. Gravo coisas naquele celular desde, sei lá, o começo do ano passado, então tinha coisa PRA CACETE. Perdi tudo, puta que me pariu. Obviamente eu ainda me lembro de umas duas ou três composições de cabeça, mas as outras dezenas eu perdi mesmo.

O que eu poderia ter feito para não perder essas músicas? Backup? Perdi justamente enquanto (e porque) tentava fazer backup. É foda.


2º Desgraça: Caí de moto (um otário me derrubou, na verdade)

Ok, por um lado eu não deveria dirigir porque não tenho habilitação. Apesar de eu morar em cidade pequena, e aqui a coisa mais comum do mundo é um adolescente sem habilitação passar com uma moto do lado de uma viatura de polícia e nada acontecer. Sério.

Foi uma sexta à noite e eu estava indo pra academia fazer o treino de pernas. Tive que ir mais tarde do que de costume porque estava chovendo, aí assim que a chuva deu uma parada eu fui. Quando saí de casa ainda estava “chuviscando”, mas dava pra andar sem problemas.

Meu deus do céu como eu odeio aquele ANIMAL.

Eu estava descendo uma avenida à passo de tartaruga justamente por causa da chuva… vou desenhar:

acidentepqp

Como tentei deixar claro na imagem, havia um carro estacionado na lateral da pista e dando ré pra sair de lá. Eu estava descendo a rua com várias outras pessoas de moto. Naturalmente, como as várias pessoas simplesmente passaram, imagino eu que o cara iria esperar todo mundo descer pra ele poder sair com o carro. Mas ele meio que esperou todo mundo descer a rua… menos eu.

Todas as pessoas de moto passaram e não foram atingidas, mas no momento exato em que eu passei, o fodido deu ré e me acertou. Como eu já estava devagar e o cara também (afinal ele estava parado), não foi nada que me fizesse MORRER. A moto derrapou um pouquinho e caiu em cima de mim.

Foi ruim porque eu achei que ia ser como nos filmes. Achei que o momento de desespero ativaria alguma parte desconhecida do meu cérebro que me desse o SUPER PODER de enxergar o acontecimento em CÂMERA LENTA, de modo que pudesse desviar da batida, ou mesmo pular da moto fazendo aquele rolamento pelo chão de modo que não me machucasse. Mas não… o cinema mente. Não teve câmera lenta. Quando eu vi o carro prestes a encostar na moto, só deu tempo de pensar “CARALHO FODEU”, dei uma piscada leve e tinha um monte de gente tirando a moto em cima de mim na cena seguinte. Não deu tempo de nada.

Aí uma galera veio tirar a moto do meio da rua e me ajudar a levantar, um monte de gente perguntando se eu estava bem. Hoje eu sou arrependido de não ter olhado pra eles e feito a piada do “eita porra, quase caí!”, mas na hora eu estava pensando em “putz, sou menor de idade e não devia estar dirigindo, a polícia vai chegar aqui e fodeu”. Umas pessoas perguntando se táva tudo bem, se eu queria uma ambulância e eu só respondia calmamente “não chama ninguém não, porra! Eu tô bem, eu sou menor, vai dar merda! Vai dar merda!”.

Enfim, nem tem muito mais o que contar. O animal desgracento que me derrubou me levou no hospital, o enfermeiro (ele era meio moreno, perguntei se ele era cubano e ele respondeu que não. Acho que se sentiu ofendido) fez uns curativos na minha perna e no meu cotovelo, fiquei uns dias andando torto porque acho que torci o pé, mas já tô beleza agora.


3º Desgraça: Celular estragado

Essa engloba a quarta desgraça (a pior, que contarei a seguir).

Então, todo dia de semana eu vou pra academia malhar e antes de fazer o treino pra fortalecer os músculos eu corro pra aquecer o corpo e não deixar acumular gordura. Aí como os calções que eu uso pra malhar não tem bolso, eu coloco o celular na cintura, tipo, meio que dentro da cueca. Meio. Você tá ligado que eu sei. Faço isso porque gosto de ouvir música enquanto malho, se não o tempo não passa nunca. Na verdade acho que todo mundo faz isso de colocar o celular na cintura, e inclusive eu faço tem bastante tempo.

Eis que o inimaginável acontece: eu fico suado, e o suor PENETRA o celular de modo que sua tela fica cheia de manchas. Fui reparar nisso quando cheguei em casa, mas as manchas não atrapalhavam em quase nada, o celular ainda funcionava perfeitamente.

O erro que cometi foi correr de novo com o celular na cintura. Suei mais uma vez. Mais uma vez o suor penetrou as cavidades do aparelho, mas dessa vez foi pior, a água QUEIMOU O MICROFONE. Sim. Aliás, tô pensando agora e isso complementa a 1º desgraçada, do cartão de memória, porque sem microfone eu sequer posso voltar a gravar as composições lá.

Mas, continuando, quando eu disse que essa terceira desgraça tinha a ver com a quarta, é que eu descobri que o microfone do celular tinha queimado enquanto tentava ligar pra minha namorada. Ou até onde eu sei, ex namorada.


4º Desgraça: Mais um fracasso na vida a dois

MEUA MIGO

Isso aí foi um vacilo tremendo.

[Atualização 08/06/2017: Resolvi deletar essa parte do texto por motivos de bom senso, desprezo pelo linguajar utilizado e vergonha de imaginar o que a dama envolvida pensaria ao ler isso. Imagina aqui um discurso adolescente profundamente revoltado com o fato da senhorita ter terminado o relacionamento alegando ser ela cristã e eu ateu. Considere que naquela época eu sentia um incômodo profundo com a existência da religiosidade nas pessoas e das institucionalização dessa imbecilidade, e esse acontecimento me deixou bastante confuso e irritado.]

Enfim.

Até aconteceram umas outras coisas nesse meio tempo, mas nem vale a pena contar aqui. Prefiro voltar com as histórias ligeiramente engraçadas da minha infância. Vou ver se deixo umas coisas escritas pra serem postadas automaticamente, aí não preciso me preocupar em ficar escrevendo durante a semana, que é uma coisa que aparentemente eu jamais vou conseguir fazer. As vezes eu até tenho tempo, mas não tenho FORÇA DE VONTADE. Aí tem que aproveitar os momentos como agora, que eu tive ânimo pra escrever algo e já deixar uma porrada escrita.

Até, seus porrã! :D