Quando quebrei o dedão do pé por pura estupidez

Só uma lembrança rápida do dia em que eu quebrei o dedão do pé sem boas razões aparentes: correndo e tropeçando. Agora, sabe do que eu corria? Meu padrasto tinha uma filha e, de acordo com o que consigo lembrar, transformar a vida dela num inferno dantesco era uma das grandes ocupações da minha infância.

Estava eu lá, após alguma ação estúpida que não lembro qual, fugindo dela. Ela queria me surrar e eu infelizmente não queria ser surrado, então corria. Corria rindo, aliás, porque consegui deixar ela nervosa suficiente para correr atrás de mim, o que para (quase) irmãos significa o maior nível de nervosismo possível.

Eis que PLAU, saio correndo e deixo o dedão pra trás. Digo, tentei sair correndo mas o dedão ficou paradão lá no chão, preso no espacinho entre uma cerâmica e outra. Não sei se chutei, sei lá, mas logo caí esperneando no chão. Parei de rir na hora, desnecessário dizer. Depois de toda essa estupidez, a lição que fica é: foi karma, sim ou claro?

Aí você pensa, “nossa que merda, quebrou o dedo? Só isso? “, e eu respondo:

dedãoquebrado

Pois é, parceiro, colocaram gesso até meu joelho! Um dedo, UM ÚNICO MALDITO DEDO. E os enjalecados FODEM MINHA PERNA INTEIRA!