GodCabecalho

Assistir ao trailer do novo God of War me deixou cheio de saudades

E logo eu, que não gosto de jogos que se jogam sozinhos, sou um grande fã de God of War. Tá, tá bom, talvez grande fã seja exagero, mas que lembro da franquia com uma saudade imensa, isso sim.

De volta à época em que o recém lançado Playstation 3 ainda era um sonho distante pra maioria das crianças, ainda mais as rondonienses, a alegria da molecada era feita com o glorioso Playstation 2 e seus incontáveis jogos vendidos em camelôs por preço de banana.

A nostalgia me consome quando lembro que eu e meus primos reuníamos aos sábados algumas notas de dois reais e descíamos as ruas pra comprar jogos. Cinco reais cada um, três por dez. Acho que é por isso que não tenho um pingo de interesse de pagar mais de cem reais por um jogo das gerações atuais, me parece completamente absurdo.

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De novo essa foto, só pra mostrar que ainda tenho as capas dos jogos piratas que comprava no camelô. Três por R$ 10 – época de ouro da humanidade.

De qualquer forma, comprávamos sempre os jogos de coisas que já conhecíamos por outros meios, como Dragon Ball e Naruto, ou jogos que já havíamos jogado em outros lugares, como Need For Speed, ou jogos com capas que pareciam interessantes. Numa dessas a gente descobriu God of War.

Quando começamos a jogar, logo de cara ficamos espantados com a parte visual e o clima que o jogo trazia. Lembro do jogo começar já com uma pancadaria num navio destroçado em alto mar, com toda uma atmosfera tempestuosa. Quer dizer, vendo os gráficos hoje nem parece tudo isso, mas à época a gente nem conseguia imaginar como a coisa toda poderia ser visualmente melhor.

Viciamos rapidão. Zeramos mais de uma vez. Rapidão.

Particularmente, acabei ficando enjoado com a jogabilidade de ter que passar o jogo inteiro apertando a mesma tecla e vendo o personagem fazer tudo sozinho, mas me divertia muito com o jogo principalmente por causa da história.

Cara, que mundinho bem estruturado. Os plots, as soluções, a apresentação dos personagens… demais. Não bastasse o jogo me soar tão interessante, ainda apareceu nas bancas o Gof of War 2, que não decepcionou por ter a mesma pegada só que com acontecimentos bem mais grandiosos no roteiro. E o 3, então? Levou a coisa toda pra outro nível, até os titãs apareceram brigando enquanto eu ficava completamente perplexo com a foderocidade do universo criado pelo game.

Eis que estou eu vagando pela internet essa semana quando PLAU, me aparece esse trailer:

Olha esse Kratos, se não é um SENHOR personagem.

O universo do jogo é tão sensacional que fez com que eu não me interessasse em joga-lo, mas em aprecia-lo. E é essa minha expectativa pro que foi apresentado no trailer: que se dane a jogabilidade, quero me imergir no mundo de Kratos e ver algo grandioso mais uma vez. Boto fé, hein.

Como palavras não descrevem a nostalgia que esse vídeo me causou, só posso terminar esse post com uma imagem:


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Um breve caso de bullying na minha infância

Como o primeiro caso que vou contar aconteceu numa igreja católica, já deixo de spoiler que a história não envolve padres.

É o seguinte: como a parte da família que mais convivia comigo era bastante católica, fui forçado a fazer catecismo. Eu acabava indo à igreja por osmose, ficava lá só torcendo pro tempo passar e poder voltar logo pra casa. Achava tudo aquilo um saco e mesmo assim segui as imposições porque falavam comigo de um jeito que eu me sentia muito mal por não ser batizado. Todo mundo achava isso um absurdo e deixavam explícito que ou eu fazia o tal catecismo e me batizava ou eu meio que não seria, sei lá, aceito socialmente.

A situação ficou ainda mais incômoda quando minha bisavó faleceu e passou os últimos meses de vida falando sobre como queria me ver batizado e tudo mais, aí não teve outro jeito, fui lá.

As aulas eram aos sábados nos fundos da igreja, só uma hora por semana – e mesmo assim era insuportável. Fiquei um ano inteiro cursando aquela foda pra no fim das contas nem ser batizado (porque ninguém me avisou da cerimônia e quando eu reparei ela já tinha acontecido). Sem contar que não aprendi nada, só ensinavam as dezenas e dezenas de cantos e orações que eu já estava careca de ouvir nas missas, mas ficou por isso mesmo: um ano jogado fora.

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Perdi toda a exibição que o SBT fez de WWE, e olha que eu gostava bastante.

Não bastasse ter que aturar esse besteirol todo, ainda estudava comigo um cara um pouco mais velho (eu devia ter uns 10 anos e ele uns 15, mas não tenho certeza) que fazia o famigerado bullying. Rapaz… Esse cara, não seja esse cara.

Puta cara chato, meu.

Eu era muito quieto e passava a aula toda tentando me comportar, permanecer em silêncio e ouvir o que os professores tinham pra falar. Ele, por razões completamente avulsas ao meu entendimento, tinha como missão me encher o saco. O tal garoto, que se não me engano se chamava Thalles, ou Thalisson, algo assim, ficava o tempo todo me cutucando, empurrando, jogando bolinha de papel, coisas do tipo.

A princípio, nada de mais. Quero dizer, incomodava? Incomodava, mas eu podia lidar com aquele nível de cara chato.

EIS QUE ele toma uma decisão radical numa aula qualquer: esquentar um lápis numa das oito milhões de velas que existiam na igreja e encostar o lápis quente no meu braço. Foi o cúmulo. Quando aquilo aconteceu, fui automaticamente possuído por um espirito vingador e resolvi que ia partir o cara na porrada (ou melhor, na capoeira) até ele nunca mais incomodar ninguém.

Como eu não queria deixar de ter a imagem de aluno comportado que tinha (isso era algo que deixava minha família bastante orgulhosa), optei por não fazer isso dentro da igreja. Quando a aula acabou, peguei minha bicicleta e fiquei na esquina da igreja esperando ele sair pra poder arrebenta-lo com socos e pontapés.

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Aqui vemos o próprio Papa fazendo facepalm pra essa coisa toda.

Diga-se de passagem, pra você jovenzinho que não sabe, ainda era uma época em que o conceito de bullying mal era conhecido, e quando alguém nos enxia o saco ao invés de chorar nós quebrávamos os dentes uns dos outros. Porrada era a forma mais fácil que a gente tinha pra resolver a maioria dos problemas, algo que, apesar de particularmente não aprovar, fazia parte da cultura em que cresci.

Bem, fiquei lá, paradão, olhando pro portão da igreja e esperando ele sair pra seguir ele até um lugar onde pudéssemos nos tornar quites… E o cara simplesmente entrou num carro e foi embora.

Fiquei pasmo, mas determinado a alcançar minha vingança passei a semana toda, pela primeira vez, ansioso pela próxima aula. Sabe o que aconteceu? Ele nem foi.

Decepção total: o cara nem foi na aula seguinte. E nem nas outras. Nunca mais vi ele.

Foi uma frustração completa saber que ele fez todas aquelas merdas e não levou um soco no olho pra ficar esperto, ou um esporro da mãe, sei lá. Suponho que se me encheu tanto o saco também deve ter feito o mesmo com outros garotos, o que é lamentável. E imagina o quão ruim os pais dele devem ter sido pra conseguir criar uma criança com caráter tão lixoso.

Enfim, passei alguns anos tendo a esperança de reencontrá-lo por aí e finalmente poder realizar o famigerado acerto de contas, mas não aconteceu. Como acabei esquecendo o rosto dele com o passar dos anos, talvez até tenha topado com ele por aí e nem percebi, mas pronto, ficou por isso mesmo.

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Achei tudo que procurava num jogo em Anno 1404 (um game pra quem já gosta de Age of Mythology/Empires)

Senhoras e senhores, estou apaixonado – por um jogo.

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Playstation 2 e Keven Fongaro nos idos de 2008.

Minha infância foi permeada de videogames: comecei com um Dynacom que ganhei tão logo vim ao mundo e atingi o ápice com um Playstation 2 quase na pré-adolescência. Lembro saudosamente, inclusive, de ir com frequência ao camelô e comprar três jogos por dez reais – feito inacreditável pra quem só conhece os consoles atuais e paga mais de cem num game. Ainda hoje tenho minha coleção de capas piratas que restaram dessa época dourada de jogatinas playstanísticas:

Paralelamente, com oito ou nove anos fui introduzido ao mundo dos jogos de computador, que se mostrou amplamente vasto e de maior desempenho à época. Sem demora, comecei a gastar a maior parte do meu tempo com Mu Online, The Sims, Need For Speed e Age of Mythology – esse último atravessou as barreiras temporais das viradas de ano e se instalou no que eu chamo, até hoje, de “meu jogo favorito”. Ou pelo menos chamava, porque agora eu conheço o glorioso Anno 1404!

Pra entender o que me prendeu tanto ao Anno, é preciso entender o que me prendeu tanto ao Age of Mythology na última década de vida: estratégia e ação.

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Repare na expressão alegre de quem jogou todos esses piratex por R$ 3,33 cada.

Em outras palavras, o que sempre gostei nos jogos foi de, justamente, jogar. E a partir de God of War, no Playstation 2, os jogos começaram a ter a tendência de não serem jogáveis. Um jogo que se joga sozinho, sem sua ajuda! Já pensou? Pois é, a indústria game pensou e hoje em dia todos os jogos são assim, todos os jogos atuais consistem em você apertar o mesmo botão e assistir as cenas cinematográficas com gráficos impecáveis. Esse é um fato que me entristece bastante, principalmente porque eu fico na obrigação de jogar jogos antigos. E não pense que é por falta de tentativa, porque eu acompanho sempre a lista dos lançamentos anuais, dos melhores jogos, das promessas e tudo mais: todos se jogam sozinho, nenhum oferece à mim a possibilidade de, enfim, jogar.

Já os jogos antigos, apesar de serem jogáveis e oferecerem um entretenimento digno, enfrentaram a falta de capacidade dos consoles/pcs de suas épocas: não há maneiras diferentes de jogar o mesmo jogo. Ou seja, como já joguei todo o GTA San Andreas, Vice City, Need For Speed Underground/Most Wanted, The Sims, Sim City, Call of Duty etc e tal, não tem a menor graça jogar de novo pela segunda, terceira ou quarta vez, porque o jogo é igual.

Age of Mythology não tem isso, ao contrário, cada partida é completamente nova. A mecânica é simples mas te possibilita jogar sempre algo diferente. O que mais me agrada é que ele traz as duas coisas que eu mais gosto: estratégia (você pode ganhar através de planos e da própria inteligência) e ação (se você não fizer nada, simplesmente é morto, então é sempre obrigado a estar jogando).

Mas depois de alguns anos sendo meu inseparável amigo pra horas de tédio, acabei cansando de jogar sempre o Age of Mythology. Apesar de me proporcionar cada vez uma partida diferente, me enchi de jogar sempre algo diferente num mesmo jogo, e comecei minha caçada por qualquer coisa que me lembrasse remotamente a alegria que este game sempre me trouxe. Surgiu ele…
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É um Age of Mythology melhorado, beus abigos!

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De RO pra RJ, faculdade e outras coisas

Em primeiro lugar, se você pensou que o blog havia morrido:

hqdefaultERROU! Não só o blog não morreu, como, na verdade, as entranhas do universo se dobram para dentro de si ao passo que anuncio aqui seu nascimento – o do blog, não do universo, que esse, óbviamente, já está aí, ao contrário deste inanimado site. Então renasça, ó fabuloso blog! Ziriguidum, abra-te-sésamo e shazam, carai! Suba do caminho que percorria rumo ao webarchieve!

Agora, deixe-me explicar o que zárquon andou se passando na minha vida desde o último post, que foi há uns, sei lá, sete meses:

1. A Faculdade, Janeiro/2016

Na primeira ou segunda semana do ano foram divulgadas as notas do ENEM (se você é um jovem ignorante, trata-se da prova que se faz pra entrar na faculdade, basicamente), e acontece que eu fiquei mais ou menos com a nota que esperava ficar, fato esse que significava uma coisa: na semana seguinte me inscreveria no SISU (pro ignorante, de novo: um sistema que usa a nota do ENEM pra selecionar quem entra nas faculdades federais) e provavelmente conseguiria penetrar no curso que planejava. Ênfase para o planejava porque evidentemente eu já havia escolhido muito tempo antes do processo seletivo qual curso gostaria de fazer, e onde.

Assim, as próximas semanas acabaram sendo de MISSÃO CUMPRIDA, YOU WIN, K.O., ou etc, porque o resultado do SISU saiu e aí pronto: eu estava aprovado. Pro curso de Cinema e Audiovisual. Em Niterói, no Rio de janeiro.

Bacana, legal? Fato é que veio aí um problema colossal: Keven Fongaro, a.k.a. eu, era um cidadão de Rondônia e apenas de Rondônia. Repetindo, RONDÔNIA. Atente-se ao mapa:

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TRÊS MIL QUILÔMETROS!

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Quando quebrei o dedão do pé por pura estupidez

Só uma lembrança rápida do dia em que eu quebrei o dedão do pé sem boas razões aparentes: correndo e tropeçando. Agora, sabe do que eu corria? Meu padrasto tinha uma filha e, de acordo com o que consigo lembrar, transformar a vida dela num inferno dantesco era uma das grandes ocupações da minha infância.

Estava eu lá, após alguma ação estúpida que não lembro qual, fugindo dela. Ela queria me surrar e eu infelizmente não queria ser surrado, então corria. Corria rindo, aliás, porque consegui deixar ela nervosa suficiente para correr atrás de mim, o que para (quase) irmãos significa o maior nível de nervosismo possível.

Eis que PLAU, saio correndo e deixo o dedão pra trás. Digo, tentei sair correndo mas o dedão ficou paradão lá no chão, preso no espacinho entre uma cerâmica e outra. Não sei se chutei, sei lá, mas logo caí esperneando no chão. Parei de rir na hora, desnecessário dizer. Depois de toda essa estupidez, a lição que fica é: foi karma, sim ou claro?

Aí você pensa, “nossa que merda, quebrou o dedo? Só isso? “, e eu respondo:

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Pois é, parceiro, colocaram gesso até meu joelho! Um dedo, UM ÚNICO MALDITO DEDO. E os enjalecados FODEM MINHA PERNA INTEIRA!

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Acordar hoje me causou uma grande confusão mental

Ainda tô tentando entender o que diabos aconteceu hoje de manhã aqui no meu quarto.

Acordei, olhei pela janela e vi uma menina ali na casa do vizinho, pelada no chão e com uma amiga ao lado tentando ajudar. Curiosamente a amiga ao lado tentando ajudar era mais interessante que a própria menina pelada no chão e chamou mais minha atenção.

Quando me notaram, desviei o rosto e voltei a dormir.

Que caralhos? Até agora não sei se foi um sonho (sonhei que táva dormindo/acordando?), não sei se eu realmente acordei e realmente olhei pela janela mas a parte das amigas foi só mais uma alucinação que tive, ou, no pior dos casos, não sei se isso realmente aconteceu. Sei que quando acordei em definitivo, cheguei a abrir o facebook pra falar com a amiga não-pelada e desisti por achar que era coisa da minha cabeça, mas ainda tô em dúvida. Eu, hein.

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Um pouco mais sobre puteiros e meu pai

Como citei num outro texto, meu pai é DA MALANDRAGEM. Até contei um caso envolvendo puteiros:

Bom, ainda seguindo a ideia de contar a história de trás pra frente, o último momento interessante que lembro com ele foi quando ele tentou me levar num BORDEL no fim do ano retrasado pro começo do ano passado. Bordel, casa de prostituição, puteiro, como preferir chamar.

Lembro que ele também estava em regime semi-aberto (depois pegaram ele com umas maconhas aí e voltou pro regime fechado) e estava MUITO bêbado. A gente táva andando de moto por aí e de repente ele parou em um casebre de madeira todo destroçado, com um monte de mulher na frente, uma mais feia e escrota que a outra. Ele deu uns beijos numa vagabunda qualquer lá e a outra disse alguma coisa como “hmmm, então esse aí é seu filho, é?”, e meu pai respondeu algo do tipo de “aham, tô com ele aqui pra vocês darem um trato nele”. Foi foda porque na época eu namorava, e como sou um cara muito fiel e as putas eram tão estranhas quanto o estranho pode ser, eu respondi “não, pô, eu tenho namorada, não posso não”. Meu pai até insistiu, dizendo que “mas ela não precisa saber”, mas eu usei meu super poder de bom senso e responsabilidade pra negar aquela foda.

Só que parei pra pensar, e… essa não é a única história envolvendo meu pai e puteiros que eu consigo me lembrar. Tirando esse dia aí que eu contei no outro post, meio que o cara VIVIA em prostíbulos, e como eu passava muito tempo com ele, vez em quando eu tinha contato com uma puta ou outra. Inclusive várias vezes a gente estava andando de moto atoa pela cidade e ele parava pra dar uns beijos em uma vagabunda. Inclusive lembro de uma vez que paramos num bordel, ele perguntou se “a Julia tá aí?”, alguma pessoa nua respondeu que não e saímos.

Mas a história mais interessante talvez seja a de quando ele era DONO de um. Apesar de eu ter descoberto que aquilo era um puteiro só recentemente, eu ia lá e achava que era só um bar cheio de vagabundas bêbadas e coisas do tipo, mas esses dias aí que fui me ligar que rolava dinheiro, pagamentos e no fim das contas meu pai era o cafetão.

(Aqui vemos o Um Cafetão Chamado Maciota indo buscar sua mercadoria extraviada. O tipo de coisa que meu pai já fez)

Um dia eu estava na casa da minha mãe e meu pai buzinou de moto lá na frente, fui ver o que era e ele disse pra eu “ir ali com ele buscar um negócio”. Subi na moto e quando vi a gente já estava dentro do puteiro dele, mas meio que estava tudo vaziozão, só lembro de ter visto duas mulher lá, mas elas estavam vestidas etc e tal. Talvez porque meu pai ia me levar lá e pediu pra elas darem uma pausa ou qualquer coisa do tipo, sei lá, era hora de almoço também, não sei se é horário de trabalho pra puta.

Uma delas estava com um curativo no ombro, sentada numa cadeira enquanto fumava um cigarro. Mais tarde perguntei pro meu pai o que tinha acontecido, ele respondeu na maior naturalidade que “ah, não, é que aquela outra menina que táva lá deu uma facada nela, aí fizeram aquele curativo e agora elas fizeram as pazes”. Cara, bizarro.

Mas no fim das contas eu só peguei o celular e saí rapidamente. Tirava foto e tinha  bluetooth, ou seja, era uma tecnologia tão avançada quanto o avançado podia ser naquela época (uns quatro ou cinco anos atrás, eu acho).