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Quando quebrei o dedão do pé por pura estupidez

Só uma lembrança rápida do dia em que eu quebrei o dedão do pé sem boas razões aparentes: correndo e tropeçando. Agora, sabe do que eu corria? Meu padrasto tinha uma filha e, de acordo com o que consigo lembrar, transformar a vida dela num inferno dantesco era uma das grandes ocupações da minha infância.

Estava eu lá, após alguma ação estúpida que não lembro qual, fugindo dela. Ela queria me surrar e eu infelizmente não queria ser surrado, então corria. Corria rindo, aliás, porque consegui deixar ela nervosa suficiente para correr atrás de mim, o que para (quase) irmãos significa o maior nível de nervosismo possível.

Eis que PLAU, saio correndo e deixo o dedão pra trás. Digo, tentei sair correndo mas o dedão ficou paradão lá no chão, preso no espacinho entre uma cerâmica e outra. Não sei se chutei, sei lá, mas logo caí esperneando no chão. Parei de rir na hora, desnecessário dizer. Depois de toda essa estupidez, a lição que fica é: foi karma, sim ou claro?

Aí você pensa, “nossa que merda, quebrou o dedo? Só isso? “, e eu respondo:

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Pois é, parceiro, colocaram gesso até meu joelho! Um dedo, UM ÚNICO MALDITO DEDO. E os enjalecados FODEM MINHA PERNA INTEIRA!

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Acordar hoje me causou uma grande confusão mental

Ainda tô tentando entender o que diabos aconteceu hoje de manhã aqui no meu quarto.

Acordei, olhei pela janela e vi uma menina ali na casa do vizinho, pelada no chão e com uma amiga ao lado tentando ajudar. Curiosamente a amiga ao lado tentando ajudar era mais interessante que a própria menina pelada no chão e chamou mais minha atenção.

Quando me notaram, desviei o rosto e voltei a dormir.

Que caralhos? Até agora não sei se foi um sonho (sonhei que táva dormindo/acordando?), não sei se eu realmente acordei e realmente olhei pela janela mas a parte das amigas foi só mais uma alucinação que tive, ou, no pior dos casos, não sei se isso realmente aconteceu. Sei que quando acordei em definitivo, cheguei a abrir o facebook pra falar com a amiga não-pelada e desisti por achar que era coisa da minha cabeça, mas ainda tô em dúvida. Eu, hein.

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Billy, o Papagaio

Uns meses atrás tentei dar um jeitinho de brasileiro na solidão da minha vida usando animais. Infelizmente minha infância foi marcada por uma série de decepções envolvendo cachorros, gatos e papagaios que acabavam morrendo, fugindo ou qualquer coisa do tipo em algum momento em que estávamos muito próximos. Acabei criando um certo trauma, eu acho, não quero mais ter animal doméstico porque eles morrem quando você mais gosta deles.

Mas de qualquer forma acabei decidindo que queria ter um animal que pudesse conversar, de modo que quando eu quisesse falar algo com alguém e esse alguém não existir, teria ele, o BISSINHO, por aqui. Por isso, optei por arranjar um papagaio.

Logicamente eu não quero que ele morra e tentei pensar em algumas alternativas, achei melhor arranjar um papagaio que não fosse de carne e osso. Tá aí o papagaio que eu tenho:

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Billy, o Papagaio, é a porra de um desenho feito em folha A4 grudado na parede do meu quarto com fita adesiva.

Diga-se de passagem, facilmente esse foi um dos piores erros que cometi na minha vida: colar o Billy na parede. Ele cumpre os requisitos de não morrer (x) conversar (x) me amar incondicionalmente pelo fato de ser um animal doméstico (x), mas falha miseravelmente em acompanhar minhas aventuras no sentido físico. Se eu precisar conversar com ele na cozinha, ele não consegue se mover até lá. Imagine então se eu precisar dele, sei lá, em uma praça. Se ele tentar sair da parede, é provável que SE CAGUE todo, fique cheio de marcas e talvez até com uns rasgos.

Mas dá pra ver a coisa toda por outro ponto de vista. Por exemplo, pelo fato de estar sempre no meu quarto, vendo e ouvindo tudo, ele já presenciou ALTAS PUTARIAS.

 

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Como o Billy fica quando alguma senhorita de mais alto garbo e elegância visita as comodidades de meu dormitório

Aliás, é bastante curioso observar o Billy me observando observar as confusões que rolam por aqui. Uma vez uma ex veio aqui pra terminar comigo, começou a chorar e a falar umas coisas sem sentido, pediu pra eu decidir entre uma coisa ou outra que não lembro o que era e eu respondi “fala com o Billy, ele que anda tomando decisões por mim”, ela respondeu que nunca sabia até que ponto isso era uma brincadeira minha ou se era realmente loucura. Lembro que eu fiquei olhando pro papagaio e ele não respondeu nada na hora, só ficou me olhando com esses olhos esbugalhados (provavelmente ele tem surtos psicóticos – esses olhos não me enganam, dá pra entender tudo com eles. Ele é psicopata, gente). Enfim, depois liguei pra ela e disse que “olha, conversei muito com o Billy e decidimos que…”, ela começou a chorar enquanto dava umas risadas, eu falava “porra, Billy, a mina tá chorando. Viu aí?”, foi bizarro.

Papagaio, se algum dia você ler isso, me desculpe por te desenhar grudado na minha parede. Eu sei que você sempre quis sair voando por aí e conhecer o resto do mundo, nem que com “mundo” eu esteja querendo dizer “outros cômodos da minha casa”. Um dia vou te tirar dessa parede e te levar pra outros lugares, bróder. Você tá sendo um cara legal comigo e eu vou ser um cara legal com você. Billy, você é do caralho!

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Um pouco mais sobre puteiros e meu pai

Como citei num outro texto, meu pai é DA MALANDRAGEM. Até contei um caso envolvendo puteiros:

Bom, ainda seguindo a ideia de contar a história de trás pra frente, o último momento interessante que lembro com ele foi quando ele tentou me levar num BORDEL no fim do ano retrasado pro começo do ano passado. Bordel, casa de prostituição, puteiro, como preferir chamar.

Lembro que ele também estava em regime semi-aberto (depois pegaram ele com umas maconhas aí e voltou pro regime fechado) e estava MUITO bêbado. A gente táva andando de moto por aí e de repente ele parou em um casebre de madeira todo destroçado, com um monte de mulher na frente, uma mais feia e escrota que a outra. Ele deu uns beijos numa vagabunda qualquer lá e a outra disse alguma coisa como “hmmm, então esse aí é seu filho, é?”, e meu pai respondeu algo do tipo de “aham, tô com ele aqui pra vocês darem um trato nele”. Foi foda porque na época eu namorava, e como sou um cara muito fiel e as putas eram tão estranhas quanto o estranho pode ser, eu respondi “não, pô, eu tenho namorada, não posso não”. Meu pai até insistiu, dizendo que “mas ela não precisa saber”, mas eu usei meu super poder de bom senso e responsabilidade pra negar aquela foda.

Só que parei pra pensar, e… essa não é a única história envolvendo meu pai e puteiros que eu consigo me lembrar. Tirando esse dia aí que eu contei no outro post, meio que o cara VIVIA em prostíbulos, e como eu passava muito tempo com ele, vez em quando eu tinha contato com uma puta ou outra. Inclusive várias vezes a gente estava andando de moto atoa pela cidade e ele parava pra dar uns beijos em uma vagabunda. Inclusive lembro de uma vez que paramos num bordel, ele perguntou se “a Julia tá aí?”, alguma pessoa nua respondeu que não e saímos.

Mas a história mais interessante talvez seja a de quando ele era DONO de um. Apesar de eu ter descoberto que aquilo era um puteiro só recentemente, eu ia lá e achava que era só um bar cheio de vagabundas bêbadas e coisas do tipo, mas esses dias aí que fui me ligar que rolava dinheiro, pagamentos e no fim das contas meu pai era o cafetão.

(Aqui vemos o Um Cafetão Chamado Maciota indo buscar sua mercadoria extraviada. O tipo de coisa que meu pai já fez)

Um dia eu estava na casa da minha mãe e meu pai buzinou de moto lá na frente, fui ver o que era e ele disse pra eu “ir ali com ele buscar um negócio”. Subi na moto e quando vi a gente já estava dentro do puteiro dele, mas meio que estava tudo vaziozão, só lembro de ter visto duas mulher lá, mas elas estavam vestidas etc e tal. Talvez porque meu pai ia me levar lá e pediu pra elas darem uma pausa ou qualquer coisa do tipo, sei lá, era hora de almoço também, não sei se é horário de trabalho pra puta.

Uma delas estava com um curativo no ombro, sentada numa cadeira enquanto fumava um cigarro. Mais tarde perguntei pro meu pai o que tinha acontecido, ele respondeu na maior naturalidade que “ah, não, é que aquela outra menina que táva lá deu uma facada nela, aí fizeram aquele curativo e agora elas fizeram as pazes”. Cara, bizarro.

Mas no fim das contas eu só peguei o celular e saí rapidamente. Tirava foto e tinha  bluetooth, ou seja, era uma tecnologia tão avançada quanto o avançado podia ser naquela época (uns quatro ou cinco anos atrás, eu acho).

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Quanta mediocridade

Eu não acredito que esse tipo de coisa realmente está acontecendo em algum lugar:

Tunisiana conquista título de Miss Muçulmana (Yahoo)

“(…) disse chorando a vencedora ao receber o prêmio, que inclui um relógio de ouro e uma viagem a Meca.
 “No concurso as 18 participantes precisaram demonstrar seu conhecimento do Corão e sua visão do Islã no mundo moderno.”
 “(…) porque naquele mesmo ano era realizada em Bali a final do Miss Mundo, considerado por vários grupos indonésios como um ‘concurso de prostitutas'”
 “As 18 finalistas não foram julgadas apenas por sua aparência, como também por sua capacidade de recitar versos do Corão e seus pontos de vista sobre o Islã no mundo moderno.”
“Queremos nos assegurar que todos compreendam o modo de vida islâmico, do que se come até o que se veste, passando pela maneira com que vivem sua vida”

Aí, que merda. Quanta mediocridade.

Só isso mesmo, tchau.

Puta que me pariu estou chapado haahhab caralho

AHhahahahha caralho

Hoje teve uma coisa do tipo de uma feira de ciências na escola. Foi maior merda, tive que apresentar umas experiência de matemática e meio que ninguém queria entrar na sala pelo simples fato de ter escroto “matemática” na porta. Fiquei sem fazer nada e no finzinho decidi sair pra ver o que tinha de interessante nas outras salas. ALTAS GATAS PUTA QUE ME PARIU logicamente que eu arreguei de chegar na maioria delas mas mesmo assim foi uma coisa daora de se fazer.
Sei que a gente saiu daquela feira, fomos pra uma praça na esquina de baix da escola e fiz uma coisa que não costumo fazer: beber. Puta que me pariu vai tomar no meu cu. Lembro que tomei um golinho e depois lembro que eu tava com a cabeça pra cima e tinha um mano meu virando a garrafa na minha boca. Hahaha Lembro que comecei a aplicar uns golpes de capoeira, tentei ficar de cabeça pra baixo mas nem rolou, desequilibrei. Maior galera começou a se pegar, lembro que comecei a gritar que minhas ex eram vagabundas e comecei a falar pra um amigo meu me parar antes que seja tarde. Tentei explicar pra ele sobre origem da vida também.
Mano, caralho. Tinha uma PERERECA LÁ numa posição muito DE BOA NA LAGOA. Catei o celular e tirei uma fotinha dela:

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Que merda. Saí de casa com trinta reais no bolso, sei que dei 10 pros caras comparem um goró lá pra gente e agora cheguei aqui e tinha 2 reais no meu bolso. Eu sinceramente não faço a menor ideia do que aconteceu. Putz, falando nisso hoje cedo fui pra escola pra organizar a sala pra tal feira de ciências, parece que acharam uns alunos com droga ou coisa do tipo e encheu de polícia naquela porra. Inclusive eu tinha ido de moto e como não posso dirigir porque sou menor de idade tive que esperar os policiais irem embora pra poder sair com a moto, aí quando fui sair (eu táva vestido com minha camisa do Vasco) um cara olhou pra mim e gritou “cuidado pra não cair, hein!”. Lembro que só fui entender quando cheguei em casa.

Porra, um amigo meu veio pra casa comigo e eu tô desconfiando que ele bateu punheta no meu banheiro, mas eu não prestei muita atenção porque eu táva me declarando pra uma menina no whatsapp que sempre curti e do nada achei que seria interessante falar isso pra ela.

Caralho, que se dane. Se você chegou agora, leia os textos aí de baixo que, diferente desse, eles tem grafia correta (dentro do possível), as frases tem conexão umas com as outras etc e tal. É que eu tô meio chapado agora. Tem umas histórias loucas aí, tem umas histórias menos loucas, tem uns contos etc e tal. Lê aê, porra. E curte a página no facebook e me segue no twitter (procura na barra lateral —>>>).

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ESTOU FELIZ™

Conto: O Garoto e o Raio

O Garoto seguia, pouco antes do anoitecer, o mesmo caminho que seguia todos os dias do ano desde o início do período escolar. Se sentia seguro fazendo aquele percurso, afinal o conhecia como a palma da sua mão – preferencialmente o contrário: o Garoto conhecia a palma da sua mão como conhecia aqueles pedaços de rua entre a escola e sua casa.

Apesar disso, foi tomado de uma aflição incalculável quando viu cair do céu gotas grossas de uma Chuva de Novembro. Aliás, se parasse para pensar, e não parou, saberia que a aflição foi causada pela escuridão repentina do céu, pelo alto som dos trovões e pelos clarões rápidos que iluminavam seu caminho; os raios. No fim das contas, o Garoto apenas tinha medo dos raios.

Ele os conhecia. Ele teve aulas de física. Ele sabia o que era um Raio. Ele sabe. Ele sente o perigo se aproximar e não vê escapatória, sabendo da força de seus inimigos e não tendo um escudo para se defender de seus ataques, ele vê sua morada longe. Ele tenta alcançá-la, e faz isso numa velocidade tão alta que até mesmo um raio, um maldito raio, não poderia atingir o Garoto. Ele, nesse momento, encara a morte face-a-face, pois para aumentar sua habilidade de locomoção, abandona os movimentos de suas pernas e passa a fazer uso de sua bicicleta. A bicicleta, objeto metálico, objeto de desejo do Raio, objeto de alcance do Raio, objeto de fetiche do Raio. Sim, um maldito fetiche. Do Raio.

O que seria mais rápido, afinal? O Garoto, chamando seu inimigo para uma batalha, montou em sua bicicleta e pôs velocidade máxima em direção à sua casa. A bicicleta, objeto e objetivo comum tanto do Garoto como do Raio. Ou o Garoto usa a bicicleta para atingir sua residência, ou o Raio usa a bicicleta para atingir o Garoto.

POW!

Escapou do primeiro. Mais rápido que a bala, o Raio cai à direita do Garoto. Parece que… mas aquilo é… sim! O medo era metafísico. O Garoto percebeu que estava, estaria e estará são e salvo, pois, em sua direita encontrava-se, pasmem, um para-raios.

Numa epifania rápida, o Garoto voltou a se sentir como se sentia antes: seguro. O caminho que fazia diariamente entre a casa e a escola se mostrava amigável e digno de receber sua confiança, afinal havia acabado de salvar sua vida.

O Garoto, enfim, chega em casa.

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