Caí de moto e outras desgraças

Eu não morri. E falando nisso, literalmente acabei de assistir Deus Não Está Morto e achei bem bostão, não recomendo. Mas oi, de qualquer forma.

Seguinte, aconteceram algumas desgraças desde o último post (aparentemente tem um tempinho já, tô meio por fora), e essas desgraças foram desgraças realmente sérias, diga-se de passagem, mas aparentemente algumas pessoas acham elas engraçadas então vou tentar contar na ordem temporal certa o que aconteceu:


1º Desgraça: O backup que me fez perder o conteúdo de um cartão de memória ao invés de salvá-lo

Porra, no dia 13 do mês passado (sim, eu ando anotando as datas dos acontecimentos relevantes da minha vida) eu fui fazer um backup de todas as informações do cartão de memória do meu celular, porque nele tinha um monte de coisa importante e que eu não podia perder de jeito nenhum.

Eu perdi.

Pode parecer inacreditável, mas quando eu coloquei o cartão no computador pra fazer o backup, deu COCÔ e ele corrompeu todo o conteúdo. Tentei usar meus poderes de MAGO DA INFORMÁTICA mas não tinha mais jeito: perdi uma porrada de fotos, vídeos, e principalmente músicas.

Vez em quando eu tenho uma ideiazinha pra uma melodia ou pra uma letra, aí pego o celular e gravo pra não esquecer ou pra poder trabalhar em cima dela mais tarde. Gravo coisas naquele celular desde, sei lá, o começo do ano passado, então tinha coisa PRA CACETE. Perdi tudo, puta que me pariu. Obviamente eu ainda me lembro de umas duas ou três composições de cabeça, mas as outras dezenas eu perdi mesmo.

O que eu poderia ter feito para não perder essas músicas? Backup? Perdi justamente enquanto (e porque) tentava fazer backup. É foda.

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Uma CARALHADA de música boa pra você se tornar menos ignorante

Oi.

Então, como eu sou um cara demasiadamente legal e profundamente conhecedor das artes musicais desse planeta, resolvi compartilhar um pouco dos meus gostos com vocês.

Pra falar a verdade, os meus gostos são: tudo (ao mesmo tempo que nada). Musicalmente falando, sou eclético, curto desde rocks pesados, até reggae, pop, mpb e os cacetes… então juntei aí numa playlist umas músicas que me soam bem.

Então, fiz uma buceta falsa pra um trabalho de Artes. Mentira, só fingi estar possuído

Bom…

Professora pediu pra sala se separar em grupos. A tarefa era usar coisas já existentes pra criar algo novo, bem como um nome para o produto e a empresa fictícia criadora. Criamos a Bruna, trabalho revolucionário da Bruna’s Corporation, que consiste em um recipiente cilíndrico com duas esponjas envoltas por sacolas devidamente lubrificadas (ver imagem-simulação abaixo). Ah, detalhe pra logo da empresa, que é um B em forma de bunda (ideia minha).

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Coloquei o trecho acima no esquema de citações porque ele já estava escrito desde que terminamos a VAGINA FALSA, inclusive tinha deixado um espaço pra fotos mas acabei esquecendo de tirar, mas a professora faltou bem no dia da apresentação e ficou pra outra semana, aí acabamos decidindo jogar a Bruna no lixo (porque ela ficou apertada demais pro pênis de qualquer integrante do grupo, logo simplesmente NÃO FUNCIONAVA) e aproveitar o tempo pra fazer outra coisa. Surgiu, portanto, a revolucionária ideia do iPadre com o fabuloso Slogan “Por aí não!”.

O iPadre seria, em sua essência, um exorcizador de demônios eletrônico. Bastava apertar umas teclas e o demônio seria expulso do corpo em questão. Foi louco que na hora de apresentar pra galera da sala fizemos uma SIMULAÇÃO DE USO em que eu interpretei uma pessoa possuída pelo Tranca-Rua, que supostamente teria vindo da sala ao lado. Dei uns gritos, me debati um pouco e todo mundo riu bastante. Ok, foi bem legal e tudo mais, mas teria sido muito mais legal apresentar a vagina falsa. Aliás, serei eternamente arrependido por não ter tirado fotos dela pra postar aqui, mas valeu a experiência.

Ah, acho que o último post aqui tem quase um mês e meio. Isso foi por motivos de: foda-se, esqueci da existência desta merda de site escória da internet fracasso social, mas se você sentiu falta da movimentação por aqui, fico triste por você – vá arranjar uma vida, porra. De qualquer forma, ainda vou tentar manter a meta de um post por semana daqui em diante. Agradecido.

Quando eu dei UMAS CAPOEIRAS num cara mais velho

Se você lê esse blog, é provável que seja um fracassado e portanto não tenha experiências positivas de brigas na escola, certo? Pois então, eu tenho muitas. Mas estava lembrando aqui de uma que foi especial porque a) eu estava na terceira série e o outro cara na sexta, portanto, era suposto eu levar uma surra dele e b) ele se achava demais, tinha fama de ser briguento, cheio de marra, arrumava problema com todo mundo, pegava todas as meninas etc etc. De qualquer forma, de nada valeu porque ele perdeu toda a reputação quando tentou encrencar comigo.

Nesse dia eu estava encostado na porta da sala, no lado de fora. Como minha sala ficava no caminho para o bebedouro, eu via todas as pessoas que iam e voltavam de lá. Esse cara (que chamavam de “Boyzinho”, se me lembro bem) tinha ido lá beber água e consequentemente voltou com as mãos molhadas. O erro dele foi jogar a água da mão na minha cara sem saber que meu tio esquizofrênico era mestre de capoeira e meu pai era professor.

Rapaz, foi foda.

Lembro que o cara começou a praticar o chamado BULLYING, ou seja, além de ter jogado água na minha cara, ele começou a rir, apontar pra mim, chamar os amigos pra ver o quanto ele era bonzão e tudo mais. Dei um PARAFUSO e acertei o pescoço do cidadão. Mais ou menos assim:

capoeira_curso_aula9O maluco caiu no chão igual uma jaca e eu fui declarado vencedor. Todo mundo riu dele e eu saí da escola bem aclamado, tanto que o número de pessoas que me perguntavam “você que bateu no Boyzinho?” foi incontável. Ganhei uma fama momentânea de uma semana e hoje em dia não acho UM PUTO que lembre dessa história.

Como não lembro de muita coisa para dar mais detalhes, fica a ilustração:

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Viciei em Arctic Monkeys

Pior que eu tenho uma cacetada de músicas dos caras no computador já tem uns três ou quatro anos, mas só agora que parei pra ver uns shows acústicos que fui perceber: PUTA QUE PARIU, QUE VOZ FODA DAQUELE VOCALISTA. Sem contar o RESPEITO que o cabelo dele passa.

Tô viciado tanto em Cornerstone quanto em Do I Wanna Know?, putz. Já tô conseguindo pegar as manhas de cantar essas duas músicas (eu “sei” cantar, chupa, sociedade), qualquer hora posto uns vídeos aqui.

Um pouco sobre meu pai

Num post aí eu havia dito isso:

Até teve uma época em que eu alternava, ficava um dia com meu pai e outro com minha mãe, mas foi um período curto porque depois disso meu pai foi preso e tá lá até hoje, vez em quando ele sai, faz uma cagada e volta a ver o sol nascer quadrado. Tenho um milhão de histórias FODAS com ele, mas por sinal vou ter que esperar ele morrer pra contar pros outros.

Então, decidi escrever um pouquinho sobre ele. Lendo a passagem fica subentendido que muitas histórias eu não posso contar, mas o cara é uma figura tão excêntrica que eu me sinto na obrigação de falar algo aqui, por menor que seja.

O interessante é contar a história de trás pra frente, quer ver? Mês passado ele táva em regime semi-aberto (pode sair pra trabalhar mas volta pra dormir na cadeia, coisas desse tipo), aí aproveitou pra FUGIR por causa de uns problemas aí. Ficou umas duas semanas fugido e já prenderam ele de novo, só que agora ele voltou pro regime fechado e vai demorar mais uns duzentos anos até chegar no semi-aberto de novo. É foda, viu.

 

casa_de_detencao_opo_29_05_2014_23_19(Casa de Detenção, vulgo CADEIA, aqui da cidade. Só os campeões)

Bom, ainda seguindo a ideia de contar a história de trás pra frente, o último momento interessante que lembro com ele foi quando ele tentou me levar num BORDEL no fim do ano retrasado pro começo do ano passado. Bordel, casa de prostituição, puteiro, como preferir chamar.

Lembro que ele também estava em regime semi-aberto (depois pegaram ele com umas maconhas aí e voltou pro regime fechado) e estava MUITO bêbado. A gente táva andando de moto por aí e de repente ele parou em um casebre de madeira todo destroçado, com um monte de mulher na frente, uma mais feia e escrota que a outra. Ele deu uns beijos numa vagabunda qualquer lá e a outra disse alguma coisa como “hmmm, então esse aí é seu filho, é?”, e meu pai respondeu algo do tipo de “aham, tô com ele aqui pra vocês darem um trato nele”. Foi foda porque na época eu namorava, e como sou um cara muito fiel e as putas eram tão estranhas quanto o estranho pode ser, eu respondi “não, pô, eu tenho namorada, não posso não”. Meu pai até insistiu, dizendo que “mas ela não precisa saber”, mas eu usei meu super poder de bom senso e responsabilidade pra negar aquela foda.

Putz, outra coisa que lembro é que a gente criava preás (porquinho-da-índia) e coelhos. Uma vez ele escondeu umas maconhas dentro da casinha dos porquinhos e eles roeram tudo. No outro dia, uns tinham morrido, outros só estavam agindo de um jeito MUITO suspeito… o problema é que uma noite ele chegou bêbado em casa e se jogou em cima da casinha até ela quebrar, aí como aqui em Rondônia tem mato pra tudo que é canto, os bichos fugiram pra um lugar qualquer. Saudades, preás.

Tenho mais um milhão de histórias e muito mais coisa pra falar sobre o cara, mas vou guardar o conteúdo pra outros posts. Por enquanto fiquem com essas pequenas passagens aí.

Obrigado.

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