Então, fiz uma buceta falsa pra um trabalho de Artes. Mentira, só fingi estar possuído

Bom…

Professora pediu pra sala se separar em grupos. A tarefa era usar coisas já existentes pra criar algo novo, bem como um nome para o produto e a empresa fictícia criadora. Criamos a Bruna, trabalho revolucionário da Bruna’s Corporation, que consiste em um recipiente cilíndrico com duas esponjas envoltas por sacolas devidamente lubrificadas (ver imagem-simulação abaixo). Ah, detalhe pra logo da empresa, que é um B em forma de bunda (ideia minha).

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Coloquei o trecho acima no esquema de citações porque ele já estava escrito desde que terminamos a VAGINA FALSA, inclusive tinha deixado um espaço pra fotos mas acabei esquecendo de tirar, mas a professora faltou bem no dia da apresentação e ficou pra outra semana, aí acabamos decidindo jogar a Bruna no lixo (porque ela ficou apertada demais pro pênis de qualquer integrante do grupo, logo simplesmente NÃO FUNCIONAVA) e aproveitar o tempo pra fazer outra coisa. Surgiu, portanto, a revolucionária ideia do iPadre com o fabuloso Slogan “Por aí não!”.

O iPadre seria, em sua essência, um exorcizador de demônios eletrônico. Bastava apertar umas teclas e o demônio seria expulso do corpo em questão. Foi louco que na hora de apresentar pra galera da sala fizemos uma SIMULAÇÃO DE USO em que eu interpretei uma pessoa possuída pelo Tranca-Rua, que supostamente teria vindo da sala ao lado. Dei uns gritos, me debati um pouco e todo mundo riu bastante. Ok, foi bem legal e tudo mais, mas teria sido muito mais legal apresentar a vagina falsa. Aliás, serei eternamente arrependido por não ter tirado fotos dela pra postar aqui, mas valeu a experiência.

Ah, acho que o último post aqui tem quase um mês e meio. Isso foi por motivos de: foda-se, esqueci da existência desta merda de site escória da internet fracasso social, mas se você sentiu falta da movimentação por aqui, fico triste por você – vá arranjar uma vida, porra. De qualquer forma, ainda vou tentar manter a meta de um post por semana daqui em diante. Agradecido.

Nota

Fiz uma cirurgia e foi MUITO LOUCO

Ao contrário dessa galera de hoje, coloquei aparelho contra minha vontade e foi horrível. Nasci com as presas mais ou menos assim:

itazura dramas (4)

Aí naturalmente tive que usar aquele aparelho dentário pra corrigir. Hoje em dia sou estilo piano, apesar de ter usado o negócio por dois anos e tirado antes da hora (não aguentava mais e enchi o saco do pessoal até tirarem, mesmo com o dentista falando com absoluta certeza que meus dentes voltariam pro lugar errado e todo o tratamento teria sido em vão – ele se enganou e tá tudo certo até hoje).

Mas o ponto mais interessante dessa história toda foi o momento pré-aparelho. Antes de colocar, você tem que fazer vários exames, até pra tirarem moldes da sua boca etc e tal. Só que em um desses exames descobriram que eu tinha um dente dentro da gengiva, mas ele estava pequeno e se crescesse ia trazer complicações grandes, portanto resolveram marcar uma cirurgia simples de remoção.

Num primeiro momento eu fiquei MUITO excitado com a ideia de fazer uma cirurgia. Eu seria o único da minha idade a ter feito algo do tipo (dentro do grupinho que eu conhecia, lógico), ia ser uma puta experiência. O problema é que eu só fiquei excitado até ver o médico que ia me operar.

Mano, o cara tinha uns trinta metros de altura, falava tudo errado, fedia, sei lá. Cara bizarro, na hora achei que ele ia me operar no estilo “não faço a menor ideia do que tô fazendo” e no fim das contas eu ia morrer. Lembro que chorei muito, tentei resistir o máximo possível, tentei correr, tentei fazer pirraça… me fizeram inalar um gás e me colocaram todo calmão na cama.

ESSE GÁS. Esse gás foi o segundo melhor momento da cirurgia, porque com ele eu não estava dormindo e nem estava acordado, eu só estava extremamente relaxado, tanto que conseguia ouvir perfeitamente as pessoas ao meu redor e até ver os médicos fazendo as coisas por lá, mas ao mesmo tempo eu tinha umas alucinações sinistras. Lembro de, na minha cabeça, estar em um lugar todo escuro com um lago muito grande, correndo pra todos os lados e vendo alguns personagens de desenhos animados que assistia. Depois da cirurgia minha mãe ficou falando que aquelas sensações eram as mesmas de quando alguém fuma, e, por isso, eu não devia fumar.

Só que, pra mim, o melhor momento foi quando eu VOMITEI. Eu vomitei enquanto extraiam um dente de dentro da minha gengiva. É tipo a mulher cagar enquanto faz anal com o marido, sabe?

Foi legal porque uma enfermeira teve que limpar a cadeira vomitada e eu vi o ódio nos olhos dela. Foi legal porque o médico teve que tirar arroz do buraco que ele abriu na minha gengiva. Foi legal porque ele disse “Tem mais?” e eu respondi “Tem! BLARRRGGHH”. Foi legal demais esse dia.

Quando coloquei fogo na cara e perdi uma sobrancelha: SCIENCE, BITCH

Eu fui a criança mais curiosa e hiperativa do mundo. Passava o dia todo tentando descobrir coisas novas, estava sempre analisando como alguns mecanismos funcionavam e coisas do tipo. Quando ganhava algum brinquedo, raramente durava mais que três dias porque eu sempre desmontava pra ver como funcionava e eventualmente usar suas peças para fazer algo novo.

Eis que esse dia surgiu em minha cabeça uma curiosidade sobre explosões. “Mas afinal, como essa porra acontece?” pensei. Na época (calculo que tinha uns sete anos) o acesso à internet era limitadíssimo, e a melhor forma que imaginei para estudar uma explosão era simulando uma e observando-a.

Então, eu não tinha muitos meios viáveis para fazer isso, muito menos para fazer isso de forma segura. Mas tive uma ideia um tanto quanto genial: acender vários fósforos de uma vez só. A lógica do meu pensamento era de que se um fósforo ao ser acendido causava um pequeno efeito que lembrava o de uma explosão, porém em escala infinitamente menor, vários juntos seriam capazes de fazer algo digno de ser estudado. Fui no boteco ao lado da minha casa e comprei uma caixa por belos R$ 0,25. Temos, então, essa situação:

Untitled-1(ao contrário do ilustrado na figura acima, eu não tenho Síndrome de Down)

Ou seja, coloquei no chão a caixa com trinta e nove palitos e segurei o de número quarenta na mão direita. No chão, os palitos prontos para serem acesos e nas mãos o necessário para acendê-los. E foi isso que eu fiz: risquei o palito que estava na minha mão e o joguei carinhosamente em meio aos outros quase quarenta palitos dentro da caixa. Curiosamente, tudo estava indo bem até o momento, mas eu cometi o grande erro de querer olhar de perto a coisa toda acontecer. Afinal, aquele era um experimento científico feito justamente para observação e aprendizado, né? Pois é, senhores, o resultado foi mais ou menos esse:

Untitled-2

A PARADA EXPLODIU NA MINHA CARA!

Nem preciso dizer mais nada: Untitled-3

 

PS: Minha vó passou alguma coisa chamada “babosa” na minha cara todos os dias por semanas e não fiquei com nenhuma sequela, então fica a dica.

PS 2: Faltei na escola vários dias seguidos porque estava com vergonha de sair de casa sem sobrancelha e com um puta queimadão na testa.