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Um pouco mais sobre puteiros e meu pai

Como citei num outro texto, meu pai é DA MALANDRAGEM. Até contei um caso envolvendo puteiros:

Bom, ainda seguindo a ideia de contar a história de trás pra frente, o último momento interessante que lembro com ele foi quando ele tentou me levar num BORDEL no fim do ano retrasado pro começo do ano passado. Bordel, casa de prostituição, puteiro, como preferir chamar.

Lembro que ele também estava em regime semi-aberto (depois pegaram ele com umas maconhas aí e voltou pro regime fechado) e estava MUITO bêbado. A gente táva andando de moto por aí e de repente ele parou em um casebre de madeira todo destroçado, com um monte de mulher na frente, uma mais feia e escrota que a outra. Ele deu uns beijos numa vagabunda qualquer lá e a outra disse alguma coisa como “hmmm, então esse aí é seu filho, é?”, e meu pai respondeu algo do tipo de “aham, tô com ele aqui pra vocês darem um trato nele”. Foi foda porque na época eu namorava, e como sou um cara muito fiel e as putas eram tão estranhas quanto o estranho pode ser, eu respondi “não, pô, eu tenho namorada, não posso não”. Meu pai até insistiu, dizendo que “mas ela não precisa saber”, mas eu usei meu super poder de bom senso e responsabilidade pra negar aquela foda.

Só que parei pra pensar, e… essa não é a única história envolvendo meu pai e puteiros que eu consigo me lembrar. Tirando esse dia aí que eu contei no outro post, meio que o cara VIVIA em prostíbulos, e como eu passava muito tempo com ele, vez em quando eu tinha contato com uma puta ou outra. Inclusive várias vezes a gente estava andando de moto atoa pela cidade e ele parava pra dar uns beijos em uma vagabunda. Inclusive lembro de uma vez que paramos num bordel, ele perguntou se “a Julia tá aí?”, alguma pessoa nua respondeu que não e saímos.

Mas a história mais interessante talvez seja a de quando ele era DONO de um. Apesar de eu ter descoberto que aquilo era um puteiro só recentemente, eu ia lá e achava que era só um bar cheio de vagabundas bêbadas e coisas do tipo, mas esses dias aí que fui me ligar que rolava dinheiro, pagamentos e no fim das contas meu pai era o cafetão.

(Aqui vemos o Um Cafetão Chamado Maciota indo buscar sua mercadoria extraviada. O tipo de coisa que meu pai já fez)

Um dia eu estava na casa da minha mãe e meu pai buzinou de moto lá na frente, fui ver o que era e ele disse pra eu “ir ali com ele buscar um negócio”. Subi na moto e quando vi a gente já estava dentro do puteiro dele, mas meio que estava tudo vaziozão, só lembro de ter visto duas mulher lá, mas elas estavam vestidas etc e tal. Talvez porque meu pai ia me levar lá e pediu pra elas darem uma pausa ou qualquer coisa do tipo, sei lá, era hora de almoço também, não sei se é horário de trabalho pra puta.

Uma delas estava com um curativo no ombro, sentada numa cadeira enquanto fumava um cigarro. Mais tarde perguntei pro meu pai o que tinha acontecido, ele respondeu na maior naturalidade que “ah, não, é que aquela outra menina que táva lá deu uma facada nela, aí fizeram aquele curativo e agora elas fizeram as pazes”. Cara, bizarro.

Mas no fim das contas eu só peguei o celular e saí rapidamente. Tirava foto e tinha  bluetooth, ou seja, era uma tecnologia tão avançada quanto o avançado podia ser naquela época (uns quatro ou cinco anos atrás, eu acho).

Puta que me pariu estou chapado haahhab caralho

AHhahahahha caralho

Hoje teve uma coisa do tipo de uma feira de ciências na escola. Foi maior merda, tive que apresentar umas experiência de matemática e meio que ninguém queria entrar na sala pelo simples fato de ter escroto “matemática” na porta. Fiquei sem fazer nada e no finzinho decidi sair pra ver o que tinha de interessante nas outras salas. ALTAS GATAS PUTA QUE ME PARIU logicamente que eu arreguei de chegar na maioria delas mas mesmo assim foi uma coisa daora de se fazer.
Sei que a gente saiu daquela feira, fomos pra uma praça na esquina de baix da escola e fiz uma coisa que não costumo fazer: beber. Puta que me pariu vai tomar no meu cu. Lembro que tomei um golinho e depois lembro que eu tava com a cabeça pra cima e tinha um mano meu virando a garrafa na minha boca. Hahaha Lembro que comecei a aplicar uns golpes de capoeira, tentei ficar de cabeça pra baixo mas nem rolou, desequilibrei. Maior galera começou a se pegar, lembro que comecei a gritar que minhas ex eram vagabundas e comecei a falar pra um amigo meu me parar antes que seja tarde. Tentei explicar pra ele sobre origem da vida também.
Mano, caralho. Tinha uma PERERECA LÁ numa posição muito DE BOA NA LAGOA. Catei o celular e tirei uma fotinha dela:

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Que merda. Saí de casa com trinta reais no bolso, sei que dei 10 pros caras comparem um goró lá pra gente e agora cheguei aqui e tinha 2 reais no meu bolso. Eu sinceramente não faço a menor ideia do que aconteceu. Putz, falando nisso hoje cedo fui pra escola pra organizar a sala pra tal feira de ciências, parece que acharam uns alunos com droga ou coisa do tipo e encheu de polícia naquela porra. Inclusive eu tinha ido de moto e como não posso dirigir porque sou menor de idade tive que esperar os policiais irem embora pra poder sair com a moto, aí quando fui sair (eu táva vestido com minha camisa do Vasco) um cara olhou pra mim e gritou “cuidado pra não cair, hein!”. Lembro que só fui entender quando cheguei em casa.

Porra, um amigo meu veio pra casa comigo e eu tô desconfiando que ele bateu punheta no meu banheiro, mas eu não prestei muita atenção porque eu táva me declarando pra uma menina no whatsapp que sempre curti e do nada achei que seria interessante falar isso pra ela.

Caralho, que se dane. Se você chegou agora, leia os textos aí de baixo que, diferente desse, eles tem grafia correta (dentro do possível), as frases tem conexão umas com as outras etc e tal. É que eu tô meio chapado agora. Tem umas histórias loucas aí, tem umas histórias menos loucas, tem uns contos etc e tal. Lê aê, porra. E curte a página no facebook e me segue no twitter (procura na barra lateral —>>>).

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ESTOU FELIZ™

Um pouco sobre meu pai

Num post aí eu havia dito isso:

Até teve uma época em que eu alternava, ficava um dia com meu pai e outro com minha mãe, mas foi um período curto porque depois disso meu pai foi preso e tá lá até hoje, vez em quando ele sai, faz uma cagada e volta a ver o sol nascer quadrado. Tenho um milhão de histórias FODAS com ele, mas por sinal vou ter que esperar ele morrer pra contar pros outros.

Então, decidi escrever um pouquinho sobre ele. Lendo a passagem fica subentendido que muitas histórias eu não posso contar, mas o cara é uma figura tão excêntrica que eu me sinto na obrigação de falar algo aqui, por menor que seja.

O interessante é contar a história de trás pra frente, quer ver? Mês passado ele táva em regime semi-aberto (pode sair pra trabalhar mas volta pra dormir na cadeia, coisas desse tipo), aí aproveitou pra FUGIR por causa de uns problemas aí. Ficou umas duas semanas fugido e já prenderam ele de novo, só que agora ele voltou pro regime fechado e vai demorar mais uns duzentos anos até chegar no semi-aberto de novo. É foda, viu.

 

casa_de_detencao_opo_29_05_2014_23_19(Casa de Detenção, vulgo CADEIA, aqui da cidade. Só os campeões)

Bom, ainda seguindo a ideia de contar a história de trás pra frente, o último momento interessante que lembro com ele foi quando ele tentou me levar num BORDEL no fim do ano retrasado pro começo do ano passado. Bordel, casa de prostituição, puteiro, como preferir chamar.

Lembro que ele também estava em regime semi-aberto (depois pegaram ele com umas maconhas aí e voltou pro regime fechado) e estava MUITO bêbado. A gente táva andando de moto por aí e de repente ele parou em um casebre de madeira todo destroçado, com um monte de mulher na frente, uma mais feia e escrota que a outra. Ele deu uns beijos numa vagabunda qualquer lá e a outra disse alguma coisa como “hmmm, então esse aí é seu filho, é?”, e meu pai respondeu algo do tipo de “aham, tô com ele aqui pra vocês darem um trato nele”. Foi foda porque na época eu namorava, e como sou um cara muito fiel e as putas eram tão estranhas quanto o estranho pode ser, eu respondi “não, pô, eu tenho namorada, não posso não”. Meu pai até insistiu, dizendo que “mas ela não precisa saber”, mas eu usei meu super poder de bom senso e responsabilidade pra negar aquela foda.

Putz, outra coisa que lembro é que a gente criava preás (porquinho-da-índia) e coelhos. Uma vez ele escondeu umas maconhas dentro da casinha dos porquinhos e eles roeram tudo. No outro dia, uns tinham morrido, outros só estavam agindo de um jeito MUITO suspeito… o problema é que uma noite ele chegou bêbado em casa e se jogou em cima da casinha até ela quebrar, aí como aqui em Rondônia tem mato pra tudo que é canto, os bichos fugiram pra um lugar qualquer. Saudades, preás.

Tenho mais um milhão de histórias e muito mais coisa pra falar sobre o cara, mas vou guardar o conteúdo pra outros posts. Por enquanto fiquem com essas pequenas passagens aí.

Obrigado.

Nota

Fiz uma cirurgia e foi MUITO LOUCO

Ao contrário dessa galera de hoje, coloquei aparelho contra minha vontade e foi horrível. Nasci com as presas mais ou menos assim:

itazura dramas (4)

Aí naturalmente tive que usar aquele aparelho dentário pra corrigir. Hoje em dia sou estilo piano, apesar de ter usado o negócio por dois anos e tirado antes da hora (não aguentava mais e enchi o saco do pessoal até tirarem, mesmo com o dentista falando com absoluta certeza que meus dentes voltariam pro lugar errado e todo o tratamento teria sido em vão – ele se enganou e tá tudo certo até hoje).

Mas o ponto mais interessante dessa história toda foi o momento pré-aparelho. Antes de colocar, você tem que fazer vários exames, até pra tirarem moldes da sua boca etc e tal. Só que em um desses exames descobriram que eu tinha um dente dentro da gengiva, mas ele estava pequeno e se crescesse ia trazer complicações grandes, portanto resolveram marcar uma cirurgia simples de remoção.

Num primeiro momento eu fiquei MUITO excitado com a ideia de fazer uma cirurgia. Eu seria o único da minha idade a ter feito algo do tipo (dentro do grupinho que eu conhecia, lógico), ia ser uma puta experiência. O problema é que eu só fiquei excitado até ver o médico que ia me operar.

Mano, o cara tinha uns trinta metros de altura, falava tudo errado, fedia, sei lá. Cara bizarro, na hora achei que ele ia me operar no estilo “não faço a menor ideia do que tô fazendo” e no fim das contas eu ia morrer. Lembro que chorei muito, tentei resistir o máximo possível, tentei correr, tentei fazer pirraça… me fizeram inalar um gás e me colocaram todo calmão na cama.

ESSE GÁS. Esse gás foi o segundo melhor momento da cirurgia, porque com ele eu não estava dormindo e nem estava acordado, eu só estava extremamente relaxado, tanto que conseguia ouvir perfeitamente as pessoas ao meu redor e até ver os médicos fazendo as coisas por lá, mas ao mesmo tempo eu tinha umas alucinações sinistras. Lembro de, na minha cabeça, estar em um lugar todo escuro com um lago muito grande, correndo pra todos os lados e vendo alguns personagens de desenhos animados que assistia. Depois da cirurgia minha mãe ficou falando que aquelas sensações eram as mesmas de quando alguém fuma, e, por isso, eu não devia fumar.

Só que, pra mim, o melhor momento foi quando eu VOMITEI. Eu vomitei enquanto extraiam um dente de dentro da minha gengiva. É tipo a mulher cagar enquanto faz anal com o marido, sabe?

Foi legal porque uma enfermeira teve que limpar a cadeira vomitada e eu vi o ódio nos olhos dela. Foi legal porque o médico teve que tirar arroz do buraco que ele abriu na minha gengiva. Foi legal porque ele disse “Tem mais?” e eu respondi “Tem! BLARRRGGHH”. Foi legal demais esse dia.