requiem

A Estrutura Narrativa de Réquiem Para um Sonho: Análise segundo Gustav Freytag e Aristóteles

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1. Referências e recomendações
Sobre Aristóteles
– (pt) http://bit.ly/2Czf4je “A Poética de Aristóteles sob a abordagem de Lígia Militz da Costa”, artigo da Maria Cláudia Araujo
– (pt) http://bit.ly/2Pcjtzk “Poética”, de Aristóteles, em tradução de Ana Maria Valente

Sobre a Pirâmide de Freytag:
(en) Livro “Freytag’s Technique of the Drama” numa tradução antiquíssima pro inglês
(en) Capítulo do livro supracitado em que o próprio Freytag descreve a Pirâmide

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2. Autovergonha
Por volta de 15:15 eu pronuncio “queinote” [keynote] ao invés de “quinote”. Peço desculpas ao mundo. Daria um trabalho infernal regravar aquilo. :P

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3. Sobre aplicabilidade dos conceitos aristotélicos
Quando cito a Poética de Aristóteles, digo que ele formulou uma teoria partindo da Tragédia, mas que alguns conceitos eram universais. Depois, noutro momento, faço uma crítica passageira aos analistas que aplicam teorias concebidas para um tipo de história em outro tipo de história, e às próprias pessoas que conceberam essas teorias com esse referencial teórico. Só para esclarecer que não são posições contraditórias: o próprio Aristóteles, antecipando o enraizado estruturalismo da Narratologia, propõe que, partindo da Tragédia, chegou a leis universais. Ele diz: “No que respeita às partes constitutivas, umas são comuns, outras são específicas da tragédia; por isso, quem distingue uma boa de uma má tragédia sabe também fazê-lo nas epopeias. Os elementos que a epopeia contém encontram-se todos na tragédia, mas os elementos da tragédia não figuram todos na epopeia.” A tragédia seria, portanto, uma espécie de paradigma superior que carregaria toda a potência das artes narrativas. Falar de comédia, de epopéia etc, em termos aristotélicos, acontece à medida em que estas artes constituem manifestações em menor escala de tudo que uma Tragédia contém. De minha parte, acho a posição estruturalista sem fundamentos e me abstenho de identificar estruturas universais.

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4. Sobre peripécia e ponto de virada
No vídeo eu apresentei os dois conceitos sob o mesmo status, “o momento em que o rumo da narrativa muda”, mas, na verdade, Aristóteles é um pouco mais específico do que isso. Ele diz que o rumo da história pode mudar por duas razões: por “peripécia”, ou por “reconhecimento”. Uma peripécia seria um evento inesperado – um reconhecimento seria uma mudança interna do personagem, o ato de tomar consciência de alguma coisa.